Bescovine


Primeiro eu a peguei pelas pernas, por trás dos joelhos, e a joguei contra a parede. Senti sua respiração forte e tremula contra a minha, o aroma de seu hálito se misturando com seu perfume. Suas mãos agitadas roçavam pela minha barba e agarravam meus cabelos como podiam enquanto sentia sua língua escorregando dentro de minha boca. Sua pele morena já começava a brilhar pelo suor, aquelas longas pernas me envolveram e me seguravam ainda mais perto daqueles lábios quentes, de um beijo aliciador e malicioso. E ela sabia. Mordeu minha boca e puxou para uma distância onde conseguiu olhar em meus olhos, tão fundo quanto eu queria ir nela. Mordia com força o bastante para fazer escorrer um filete de sangue.

Nesse ponto, ainda com meu lábio entre seus dentes, ela sorriu sem nem mesmo desviar os olhos dos meus, um sorriso vicioso e indecente, limpou o sangue com sua língua e consumou o ato com outro de seus beijos. Minhas mãos agarraram com força suas coxas, subiram por dentro de sua saia colada e em um único movimento, enquanto ela escorregava para o chão subi a saia até a cintura. Ela era alta, eu gostava disso.

No momento em que seus pés tocaram o chão e sua saia ficou totalmente erguida eu a agarrei pelas pernas novamente e a joguei contra a parede outra vez. Nem mesmo a força o impacto a incomodou, sequer notou. Ela era incrível, utópica, quase um mito. Simplesmente não era real. Bati em sua coxa com certa força e ela soltou aquele riso abafado dentro de minha boca. Safado. Depois bati novamente, com mais força, e ela reagiu com mais intensidade, cravou suas unhas compridas no meu pescoço e deu um gemido trêmulo enquanto jogava o pescoço para trás.

Nesse momento pude ver que parte de sua maquiagem já se desfizera, que o suor que brilhava na pele de seu rosto prendia alguns lisos fios bagunçados de seu cabelo também. Deus, como eu queria bagunçá-los ainda mais, agarrá-los e puxá-los por trás com força. Logo a levei para a cama. Ela me tinha por entre suas pernas enquanto estava li deitada, com seus cabelos escuros espalhados pelo lençol branco, com seu dedo na boca enquanto ria para mim. Bastou uma olhadela para que eu visse as marcas avermelhadas que minha mão deixou em suas pernas. Deus do céu aquelas pernas.

Segurei as duas e as coloquei sobre meus ombros enquanto me inclinava para cima dela. Tão logo ela tentou segurar meu rosto, agarrei seus braços e os segurei acima da cabeça dela. Eu mando agora. Entre risos ela ainda tentou resistir, mas precisei de apenas uma mão para segurá-la daquela forma. Com a outra eu apalpei seu pescoço, seus seios e abri a fina camisa de seda que ela vestia. Botão por botão. Sentindo a pressão que suas pernas exerciam em meu ombro, me divertindo com as tentativas de resistência sobre seus pulsos, notando como sua pele se arrepiava lentamente, como uma fraca última onda de um marulho, notando a pele de seu rosto enrubescer. Após o último botão soltei seus braços e tirei por completo a camisa. Imediatamente ela me agarrou pelo colarinho, me jogou na cama e fez o mesmo com os meus braços.

No ombro direito, desenhado sem muitos detalhes, uma tatuagem que já aparentava sua idade. Era pequena, delicada apesar do que representava. Um dragão chinês. Uma criatura que se assemelhava a uma serpente. Mas não era apenas isso. O dragão era apenas o meio pelo qual a mensagem se transmitia. Mas o contexto… Era um Ouroboros. A serpente que devora o próprio rabo. Mas não tive muito tempo para pensar nisso. As mãos da garota com a tatuagem de dragão já haviam desabotoado minha calça. Deus, ela não existe…

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