[Review/Livro] Sociedade Secreta – Tom Dolby

Os jovens estudantes do primeiro ano em Chadwick School, em sua maioria, tem acesso a regalias das quais muitos apenas sonham. Muitos deles tinham o que quisessem, no momento em que desejassem. Porém, um grupo seleto deles, não teve uma coisa: Controle sobre suas próprias palavras e atos no momento no qual era dividido suas vidas, da vida “deles”.
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Realidade alternativa

Demian dormia.
Já era trade e o cansaço havia o consumido. O silêncio era corrompido de um em um segundo pelo andar do ponteiro do relógio. As horas passavam e Demian mexia-se poucas vezes em sua cama no decorrer da noite. Apesar disso, seu semblante transparecia certo incomodo o suor lhe escorria pelas laterais do rosto e ainda assim seus poucos movimentos limitavam-se a singelas mudanças na posição.
De repente uma voz o acordou.
—Demian… — Alguém gritou.
Ele abriu os olhos imediatamente, mas não se levantou da cama.
— Maldito pesadelo.
Não demorou muito tempo, seus olhos foram se fechando novamente. Quando o fizeram por completo, uma gota de suor desceu pelo lado deu rosto e nesse mesmo instante, um novo urro desvairado o fez perceber que o grito que o acordou não foi um pesadelo, mas sim algo muito real.
Demian levantou-se como quem ainda duvidava que não havia tido algum pesadelo ou uma alucinação, mas mesmo assim estava cauteloso. Pisava no chão como se quisesse tirar de si o próprio peso para não fazer barulho algum. O sono ainda deixava seus reflexos enfraquecidos. Ele estava dividido entre um medo ácido que subia por dentro de sua barriga, frio e inquietante e uma angustia que bloqueava o movimento de suas pernas a cada três ou quatro passos. As janelas de sua casa estavam trancadas. Todas. Mas por algum insano motivo, Demian sentia um vento gélido passando pelo seu corpo, não sabia se por medo ou por alguma brecha ou janela aberta que pudesse ter esquecido. Porém não tinha tempo para se preocupar com isso. Algo estava errado e Demian queria saber o que era. Saiu de seu quarto direto para o corredor de acesso a sala de estar e algo lhe assustou. A princípio pensou que realmente estivesse dentro de algum sonho ou delírio. Mas a cada canto da parede que seus olhos passavam, essa idéia ia logo se esvaindo de sua cabeça e percebeu que não se tratava de delírio algum. Encontrou uma frase escrita com tinta vermelha ao acender as luzes.
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02 de outubro de 2010 – A última página do diário

Muito mais do que um jogo da realidade alternativa, é algo que está além de qualquer classificação.  Para nós jogadores, o simples fato, que o próprio nome propõe, de vivermos algo paralelo a nossa vida, tão real quanto nosso próprio cotidiano, vale cada noite, cada frustração, cada loucura que nós como jogadores vivenciadores, mesmo que não explicitamente, certamente fazemos e ainda faremos. O mundo do ARG é muito mais do que o virtual ou campo, está além de quaisquer fronteiras… E um dos pontos mais gratificantes está nas amizades que nascem, nos elos criados tanto entre jogadores, quanto entre jogadores e aqueles da Base.
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A metamorfose de um anjo caído

Quero ser o seu pavor, o seu medo…
Te ver caída no chão, agonizando e sofrendo…

Quero ser toda a dor e sofrimento possível…
Para machucar você aos poucos, conforme meu prazer, meu gozo e pelo tempo que eu quiser.

Quero ser sua insegurança, seus pesadelos…
Te afogar durante seus sonos e lhe fazer padeecer em suas incertezas.

Ser o chão que você pisa e suas pernas…
Para te derrubar, derrubar, derrubar…

Ahh, quero ser teu inferno, seus teus demônios…
Para te queimar, fazer com que você viva em mim, enquanto sou o mal em você. Quero ser sua maior controvérisa…
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Uma pequena amostra

(…)

Ao ter percebido que havia algo de errado em sua casa naquela noite, Demian levantou de sua cama, dividido entre um medo ácido que subia por dentro de sua barriga, frio e inquietante, e uma angústia que lhe travava suas pernas a cada três ou quatro passos. As janelas de sua casa estavam trancadas. Todas. Mas por algum insano motivo, ele sentia um vento leve batendo em seus pés, não sabia se por medo ou se por alguma brecha ou janela aberta que pudesse ter esquecido. Mas não tinha tempo para se preocupar com isso. Algo estava errado e queria saber o que era. Desceu as escadas e algo lhe deu um susto. A princípio achou que estivesse delirando, devido ao sono intenso que sentia, ainda que andando pela casa, mas logo percebeu que não se tratava de delírio algum. Encontrou uma frase escrita com tinta laranja em sua parede.

E SE O ANDAR DE CIMA FOSSE MAIS SEGURO DO QUE CONTINUAR DESCENDO ESSAS ESCADAS? O QUE VOCÊ FARIA AGORA?

Seu sangue gelou como se a temperatura tivesse caído dezenas de graus Celsius abaixo de zero, mas o único impulso que teve foi de dar outros passos para frente e continuar a descer as escadas. Ao chegar à sala de estar, no andar debaixo, ascendeu a luz e uma nova surpresa o aguardava. Percebeu dezenas, talvez centenas de envelopes pretos pendurados por barbantes de cor laranja presos no teto. As pernas de Demian tremeram quase ao ponto de ceder seu peso e cair no chão. Mas isso não aconteceu. Porém ele ficou imóvel por pelo menos um minuto inteiro olhando a sala. Tudo estava revirado e manchado de tinta laranja. A mesma que foi usada para escrever aquela frase na parede da escada. Perante o desespero, hesitou em pegar um dos envelopes, mas não o suficiente para evitar eles. Olhou para o que estava a sua frente e o arrancou do barbante alaranjado. Rapidamente abriu este papel preto rasgando sua borda e reparando que havia um ponto de exclamação desenhado com tinta laranja. Percebeu que havia uma folha branca com algumas letras pretas. Demian leu as letras em um tom de voz tão baixo que ele mesmo não escutou:

– “O que você faria pela pessoa que você mais ama? E pela pessoa que mais te ama, mas você nem mesmo imagina que este sentimento existe no coração desta pessoa? Qual destas pessoas é sua escolha? Qual é a sua porta de entrada? Vamos lá, Demian… JOGUE COMIGO!”.

(…)


Sob o céu de Desvendando 2 – O rufar d’oTambor

Acompanhe Sob o céu de Desvendando 1 aqui

Um rolo de feno toca suavemente o solo de desvendando, e decola novamente, carregado pelo vento… Sensação de deja vú. No horizonte, vê-se aproximando uma silhueta. uma silhueta familiar, e ao mesmo tempo, desagradável. Giovane ao vê-la, desencosta de uma casinha de madeira, e retira seu palito da boca, e a observa atenciosamente. Sua roupa branca, seu fone de ouvido gigante e seu cabelinho de plástico traz a ele uma péssima recordação . “Será ilusão?” Pensa. “Creio que duas doses de bourbon não podem criar alucinações…”
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O que é Jogar ARG?

Claro. Pessoas que jogam um ARG são praticamente malucas.
Malucas a ponto de fazerem uma prova que pede para enganar a um fiscal de trânsito. Mas nem sempre a tarefa é interpretada da maneira esperada.
Como diz o nome (Alternate Reality Game), o ARG passa a ser seu viver, sua realidade, passa a ser sua rotina, passa a mudar sua rotina.
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